No final de 2025, uma notícia percorreu o Brasil: uma corretora de imóveis desapareceu no subsolo do condomínio em que morava no Estado do Goiás.
Então, 2026 chegou com novas notícias sobre o caso: infelizmente, a corretora foi assassinada pelo síndico do condomínio.
Um caso que nos faz refletir: quais são os limites de atuação de um síndico?
O centro da profissão exige liderança, firmeza, capacidade de decisão, gestão de conflitos. Mas, nenhuma das funções do síndico está acima da consciência dos limites legais, éticos e humanos.
O síndico é gestor e representante legal do condomínio.
O síndico NÃO é autoridade policial, NÃO é juiz, NÃO está acima da lei.
No dia a dia de trabalho, conflitos existem. Excessos não.
Toda decisão deve respeitar fatores básicos:
◾ A legislação vigente
◾ Os limites da convivência civilizada
◾ Os direitos individuais de cada ser humano
O caso da corretora Daiane Alves é uma tragédia que foi pré-anunciada diversas vezes em denúncias dela contra o síndico, que já era réu em outros três processos cíveis movidos por outros moradores.
Conhecer os limites da própria atuação não enfraquece a liderança de um síndico. Muito pelo contrário, fortalece a sua gestão.
Autocontrole, equilíbrio, ética e discernimento são sinais de uma gestão medida por maturidade profissional.


